Virtualização de Desktop no Linux

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No Linux, embora não muito conhecido, a virtualização de Desktop é suportada a muito tempo. Pode ser desde o perfil remoto, execução remota de aplicativos, até execução remota de todo o Desktop.

Uma forma de virtualizar o desktop é usando o próprio protocolo do servidor gráfico X.org (interface gráfica do Linux).

Existem projetos livres, como o LTSP e o ThinStation  que buscam deixar o terminal mais simples. Com eles, é possível fazer o boot pela rede via PXE (Preboot Execution Environment), sem precisar de HD instalado nas estações, inicializar drivers de rede e vídeo e depois conectar em um servidor remoto para executar as aplicações.

Assim as estações passam a ser simples terminais, não precisam de discos e nem de configuração local, pode ser um hardware bem modesto, com processador abaixo de 1Ghz e míseros 128Mb de memória.

Tudo fica centralizado no servidor, inclusive as aplicações e dados dos usuários, os usuários passam a contar com o poder de processamento do servidor, enquanto que o administrador de redes passa a ter um ponto único de controle.

Oferece os mesmos benefícios de um sistema de virtualização de desktops tradicional, como gerenciamento simplificado, centralização das informações no Datacenter, permitindo maiores velocidades de processamento e proteção das informações.

Os projetos citados acima também permitem que as estações, embora façam boot em  Linux, possam conectar a servidores de Windows RDS (Terminal Service), ou ainda conectar a uma infraestrutura de VDI como o VMware View.

Ainda usando o protocolo X.org, é possível executar os aplicativos do Linux em uma estação Windows, basta instalar um servidor X.org no Windows, por exemplo, do projeto Cygwin.

Uma alternativa comercial para criar virtualização de Desktops em Linux é o NoMachine com suporte a clientes em Linux, Windows, MacOS, Android e iOS, você usa um servidor Linux para executar as aplicações e distribui com um protocolo otimizado para WAN.

Ainda outros projetos como o RedHat Spice fornecem toda da infraestrutura de Desktops Virtuais, o que cria um ambiente excelente para execução de aplicações mais complexas.

Enfim, alternativas existem para todos os gostos e todos os bolsos, tudo depende dos objetivos do projeto.

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